Em maio, junho e agosto novos grupos foram beneficiados com visitas educativas a roteiros culturais, na cidade de São Paulo. As ações inclusivas possibilitaram a participação de alunos do programa sócio-educativo da AAEB, alunos da Casa do Sol e pacientes da Clínica da DERDIC em atividades de fruição artística.
Instituição:
AAEB-Associação dos Amigos dos Excepcionais do Brooklin
Data: 13 de maio de 2011.
Local: Teatro João Caetano para assistir ao espetáculo de dança infanto-juvenil “Terra Papagallis”, com o Balé da Cidade de São Paulo. A escolha desse roteiro se atribui a beleza plástica e visual do espetáculo de dança, com manipulação de bonecos, rico em cores, movimento e fantasia recursos esses, fundamentais para mobilizar percepções favorecendo o pensar, o sentir e o querer.
Público-alvo: Grupo composto por crianças e jovens, educadores e acompanhantes.
Evento de Preparação: Realizado em 09 de maio de 2011, na AAEB, com o objetivo de trabalhar a temática da visita educativa por meio de estímulos multissensoriais e lúdicos.
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| Integrantes da Passatempo e da Ritmos com instrumentos de percussão puxando uma fila de alunos e professores imitando os índios. |

Integrantes das equipes das ongs realizando o movimento de onda do mar com o auxílio de um tecido azul e leve, enquanto outra pessoa faz bolas de sabão.
Momento da saída do grupo para embarque no ônibus. Alunos posicionados em fila enquanto as equpes conferem a relação dos presentes e crachás.
Alunos em fila para entrada no auditório do teatro João Caetano.
O grupo acomodado na platéia aguardando o início do espetáculo.
Depoimentos
“As crianças sentiram-se inseridas, alegres e compreendendo o espetáculo apresentado” Vera Lúcia César – orientadora sócio-educativo
“O grupo socializou-se muito bem. A organização e dedicação da equipe da Ritmos foi muito boa. Espetáculo bastante interessante” Sandra Cruz dos Santos Oliveira-assistente social
“Ficou atento conversando sobre o que viu. Queria ter mais oportunidades de levá-lo a passeios como esses de cultura” Claudia Cristina da Silva Santos, mãe de Wellington Santos.
“Na escola, no cinema chorou, no carnaval, não quis fantasiar-se, mas no teatro não apresentou nenhuma reação de desagrado” Adelma Rodrigues Lins, mãe de Jefferson Rodrigues dos Santos.
“Ficou vidrado no palco. Chorou um pouquinho.”Lucimeire Gomes da Silva, mãe de Igor Gomes da Silva.
“As alunas conheciam os bichos. Deram um ótimo apoio que complementou a estrutura. O resultado veio na roda de conversa.” Jane Claudete Diniz – orientadora do sócio-educativo.
Instituição:
Instituto Casa do Sol
Data: 13 de junho de 2011.
Local: Viveiro Manequinho Lopes - Parque do Ibirapuera- Programa Aventura Ambiental da UMAPAZ. A proposta da visita é estimular o aprendizado sobre a terra e seu cultivo ampliando a consciência e o respeito pela natureza por meio de vivências que sensibilizem e favoreçam a apreensão dos conteúdos.
Público alvo: alunos, professores, auxiliares e acompanhantes.
Evento de Preparação: Realizado em 10 de junho de 2011, na Casa do Sol, com o objetivo de trabalhar a temática da visita educativa por meio de estímulos multissensoriais e lúdicos.
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| Equipe encenando o poema de Ruth Salles sobre o cultivo de hortas. No centro uma das personagens com uma máscara de flor interagindo com a jardineira e com o sol em cartolina carregado por uma pessoa a esquerda da foto. |
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| Alunos e professores observam a mandala de alimentos, feita por eles durante a oficina (disposta sobre a mesa branca do centro da foto). Os alimentos: legumes, frutas e verduras, picados, ralados, crús, cozidos, estavam dispostos em potes de diferentes tamanhos. |
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| O grupo observa, sente a textura e os odores de diferentes ervas e plantas medicinais presentes na horta do Viveiro Manequinho Lopes. Na foto várias pessoas na frente de um canteiro. |
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Monitor explica para o grupo aspectos referentes a uma das espécies de árvore.
Na foto o grupo disposto em meio círculo observando o monitor. |
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| Na foto monitora posiciona-se na altura dos olhos de uma das alunas em cadeira de rodas para dar explicações a respeito da temática trabalhada. |
Depoimentos
“Atividade interessante, simples, própria para nossos alunos. Vocês estão de parabéns! Muito obrigada! A preparação foi muito importante”. Ruth Ferreira – coordenadora pedagógica.
“Observei que os alunos estavam atentos a quase todo o conteúdo. Os monitores foram muito atenciosos.” Roseli – professora da pré-oficina.
“Houve integração dos alunos.” Beto – auxiliar da oficina.
Instituição:
Derdic - Clínica de Audição, Voz e Linguagem Prof. Dr. Mauro Spinelli
Data: 23 de agosto de 2011.
Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo - Programa Educativo Públicos Especiais - A proposta do programa educativo é atuar por meio de estímulos capazes de estabelecer diálogos com os visitantes, tendo como ponto de partida sua percepção, interpretação e compreensão das obras enfocadas, para a construção de significados possíveis.
Obras do acervo trabalhadas: “Antropofagia” e “São Paulo” da Tarsila do Amaral, “Caipira” e “Violeiro” de Almeida Júnior, “Mestiço” de Portinari e “Bananal” de Lasar Segall.
Público alvo: pacientes afásicos, terapeutas, familiares e cuidadores.
Evento de Preparação: Realizado pelas terapeutas e educadoras da Derdic, com o objetivo de trabalhar a temática da visita educativa.
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| Um dos participantes com bengala recebe auxílio para o embarque no ônibus. |
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| O grupo observa a maquete do prédio da Pinacoteca, enquanto ouve as explicações da monitora. |
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| Monitora da Pinacoteca ao centro da foto apresentando telas de Almeida Júnior e ao redor os participantes ouvem atentos. |
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| Participante em cadeira de rodas interage com a monitora, em uma atividade que envolve a utilização de peças imantadas da maquete tátil referente a obra " São Paulo" de Tarsila do Amaral. |
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| Na foto uma das participantes insere seu rosto em um espaço vasado de um painel com folhas artificiais de bananeira que representa a obra "Bananal" de Lasar Segall. |
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| Na foto um dos participantes enquanto segura, observa uma máscara feita a partir do desenho do homem que figura na tela o "Bananal" de Lasar Segall. |
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| Grupo na frente do prédio da Pinacoteca. |
Depoimentos
“Uma visita como esta, abre a cabeça de todos” Sra. Elisabeth Ribeiro, convidada.
Rosana Landi, terapeuta, relatou que, "a Sra. Agenir da visita monitorada. Além do conhecimento adquirido na monitoria realizada durante a visita à Pinacoteca, gostou muito de encontrar-se com o grupo para o traslado e de participar de atividades de construção em grupo, sentindo-se incluída."
Suzana Cariello da Fonseca, terapeuta e coordenadora da clínica, comentou que, "além dos conhecimentos e do desenvolvimento cognitivo, a atividade é permeada por conteúdos afetivos importantes que resgatam a auto-estima dos participantes. E que percebeu pelos relatos que houve esforço dos monitores no intuito de apresentar de forma clara as obras e os artistas. E que, cada paciente pôde aproveitar a experiência da sua forma."
Christiana Cariello da Fonseca, educadora e assistente social, contou que, "em sala de aula, durante apresentação dos registros fotográficos feitos durante a visita, o Sr. Mário cantou ao lembrar-se de uma das atividades propostas durante o traslado."
Projeto Cultura Acessível promove o acesso às artes e à cultura, o exercício da cidadania, o desenvolvimento biopsicossocial e a prática de valores humanos para crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência.
As atividades têm como objetivo oferecer vivências que ampliem a capacidade expressiva, evoquem o potencial criativo, a imaginação e a expressão corporal, favorecendo a auto-percepção, a percepção do outro e as trocas afetivas.